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29 Oct 2009
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Domingão do Faustão é um programa dominical de auditório exibido pela Rede Globo. Os Cuculiformes se dividem em duas famílias com poucas afinidades entre si. Trata-se dos Cuculídeos, que se encontram os verdadeiros cucos, e os Musofagídeos, que são os turacos. As 127 espécies de cuculídeos alimentam-se de insetos e seu tamanho varia do de um pardal ao de um corvo.A maioria são aves arborícolas, mas alguns são terrícolas e têm as patas mais longas.No entanto, a característica mais curiosa do grupo é de parasitismo de criação de muitos dos gêneros que o constituem.A maioria dos cucos parasitas fazem parte da subfamília dos Cuculíneos, que agrupa 16 gêneros e 47 espécies e ocupa praticamente o mundo todo, menos nas Américas. O mais conhecido é o Cuco Canoro, mas há outros não menos importantes, como o cuco-rabilongo, o cuco-negro da África, o cuco-esmeralda, o koel, amplamente distribuído na Índia e China até a Nova Guiné e Austrália, e o cuco-brilhante, que se reproduz na Nova Zelândia e migra até as ilhas Salomão, realizando uma das mais notáveis migrações conhecidas numa ave terrestre. Os cucos não parasitas formam a maior parte das outras cinco subfamílias em que se dividiram os Cuculídeos. De um modo geral, constroem ninhos nas árvores, à base de ervas e pequenos ramos, e aí põem dois a seis ovos, freqüentemente azulados, mas que podem ser de várias cores, e tanto uniformes (uma cor só) como malhados.Cauda longa e asas pontiagudas, com aspecto de pequena ave de rapina, quando voa. Partes superiores acinzentadas, assim como a cabeça e o pescoço. Partes inferiores barradas de branco e cinzento. Bico ligeiramente curvo. Patas amareladas. Algumas fêmeas são avermelhadas e estão listradas de escuro tanto na parte superior como na parte inferior.Dias antes da postura, a fêmea do cuco vigia atentamente os movimentos de um casal de pássaros insetívoros, não um casal qualquer, mas de uma determinada espécie, variável para cada fêmea. Trata-se de aves iguais às que a criaram. Depois de 12 ou 13 dias de incubação, algumas vezes um pouco antes dos outros filhotes nascerem, nasce o cuco, que antes de 10 horas de vida começa a jogar para fora do ninho seus "irmãos" ou os ovos, até ficar só e ter só p/ ele a atenção da fêmea que, em pouco tempo, fica muito menor que seu "filho".Crista plumosa de cor cinzenta. Partes superiores cinzenta escuras com manchas brancas. A cauda, de cor cinzenta, tem os bordos brancos e o dorso tem manchas brancas. Partes inferiores esbranquiçadas. O jovem não tem crista, é muito escuro por cima e de tons amarelados ou canela por baixo. O cuco-rabilongo instala-se nos pinhais do Sul da Europa nos primeiros dias de Março. Esta é uma ave do matagal mediterrâneo, mas o seu parentesco com o cuco canoro e os seus hábitos de parasita o descrevem como usurpador de ninhos alheios. O cuco-rabilongo, ou cuco-real, é parasita dos corvídeos e das pegas-rabudas, de tal maneira que existem poucos casos de cucos-rabilongos em ninhos de outras aves. A fêmea do rabilongo, aproveitando a ausência das pegas, põe o ovo no seu ninho às vezes dois e depois abandona a região. O pequeno cuco-rabilongo, ao contrário do cuco-canoro, convive com seus meio irmãos no ninho, ao invés de eliminá-los. Mas, mesmo assim, tem um processo muito mais sutil e refinado para exceder as pegas que compartilham o ninho com ele. Durante a alimentação dos filhos, as mães se sentem estimuladas a introduzir alimentos nas fauces destes devido à cor rosada e reluzente no interior das mesmas. Uma força irresistível atrai as aves para o ninho habitado pelas criaturas extremamente atraentes que apresentam cores fortes no interior de seus bicos.Os jovens cucos-rabilongos apresentam um esquema cromático na região das mucosas que tem no interior de sua fauce, tendo logo um poder atrativo superior ao dos seus meio irmãos. Em conseqüência dessa maior atração, os cucos-rabilongos são alimentados com muito mais assiduidade pela pega rabuda que os seus verdadeiros filhos.A rapidez do crescimento do cuco desencadeia a tragédia, porque aproximadamente 24 dias depois de eclodir, estas aves abandonam o ninho, reclamando com insistência a atenção dos pais que se dedicam quase exclusivamente à alimentação deste, enquanto as pegas morrem de inanição e abandono no próprio ninho.Este mecanismo de criação torna-se benéfico na ecologia das zonas habitadas por pegas rabudas e cucos-rabilongos, porque as pegas são muito numerosas, prolíferas e daninhas, quando em número muito abundante, para numerosas espécies de aves, às quais roubam ovos e crias. Os cucos limitam o crescimento da população de pegas.
5 Dec 2008
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