POEMA 18 De PABLO NERUDA (em PORTUGUES, Por FERNANDO OLIVEIRA)

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um dos mais lindos poemas deste escritor Chileno e Universal, traduzido para Português Poema nº 18 Pablo ...
um dos mais lindos poemas deste escritor Chileno e Universal, traduzido para Português Poema nº 18 Pablo Neruda Português Aqui te amo Nos sombrios pinheiros desenreda-se o vento a lua fosforesce sobre as águas errantes andam dias iguais a perseguir-me. Desperta-se a névoa em dançantes figuras. Uma gaivota de prata desprende-se do ocaso. Às vezes uma vela. Altas, altas estrelas. Ou a cruz negra de um barco. Sozinho. Às vezes amanheço e até a alma está úmida. Soa, ressoa o mar ao longe. Este é um porto. Aqui te amo. Aqui te amo e em vão te oculta o horizonte Eu continuo a amar-te entre estas frias coisas Às vezes vão meus beijos nesses navios graves que correm pelo mar onde nunca chegam. Já me vejo esquecido como estas velhas âncoras. São mais tristes os cais quando fundeia a tarde. A minha vida cansa-se inutilmente faminta. Eu amo o que não tenho. E tu estás tão distante. O meu tédio forceja com os lentos crepúsculos. Mas a noite aparece e começa a cantar-me A lua faz girar a sua rodagem de sonho. Olha-me com os teus olhos as estrelas maiores. E como eu te amo, os pinheiros no vento querem cantar o teu nome com as folhas de arame.
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