Eliane Alcântara

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Grávida. Não quero perder do verbo a alegria Ou beber da conjugação as lágrimas. Minha estrada não...
Grávida. Não quero perder do verbo a alegria Ou beber da conjugação as lágrimas. Minha estrada não conhece limites, Faço floridos os dias mortos. Pinto caracóis nos pensamentos Para viver a expressividade do amor. O que passa pelos meus caminhos Trança de fantasias a realidade ofuscada. Não vôo nem morro desfecho, sou jardim nu. Orvalho de uma estação criada para o sonho Lá onde o trem apita o definido início E eu, posso estar no desembarque ou embarque. Nunca sei mais da noite além do que ela ensina, Madrugada é dia na pele, raiz na carne, Repouso nos olhos da viagem sem dia certo: Espera-me na esquina do verso eternidade. Carrego a sina de grávida Poesia E ela não permite que eu cale e seja tempo. Se acaso eu florescer em seu peito Quero ser margarida, suave margarida. Desfolha-me devagar, flor de delírios. Ao fim não busque compreensão; floresça. Seja o íntimo poema do dia. O poema vida com o nome sempre! Meus pés seguem os dedos, Os dedos o coração, O coração os óvulos férteis da mente, No entanto, há o olhar do mundo, Onde eu crio e prospero sementes de sentimentos. Meu tempo? Nunca e sempre. Certeiramente, agora! Eliane Alcântara.
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